Pesquisar este blog

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um Pouco da Origem do Scrapbook

Olá Amiga
 
    Ontem chegaram muitos materiais de scrapbooking na loja de Porto Alegre e amanhã estarão disponibilizados também em Novo Hamburgo. Alguns itens: papéis maravilhosos, com bolinhas, listrinhas e lisos, também, agora melhor dispostos em novos expositores, furadores ( hoje mesmo já foram vendidos uns quantos!! ), carimbeiras naquelas cores que nunca encontramos ( marrom, dourado e cobre ), stickers e shaker stickers, tesouras de precisão para papel, cola e adesivos dupla face, e muito mais. Confira !!!

    E como combinado, vou postar um pouquinho da história do scrapbooking para você conhecer e se apaixonar, como eu e a Ângela Nascimento, de quem transcrevo este texto.

    Segundo o dicionário Webster, a palavra scrapbook significa "um livro em branco no qual itens variados como fotografias, recortes de jornal, ilustrações e similares, são colecionados e preservados" e data de 1825.
    Guardar e registrar as coisas importantes em cadernos e livros é um hábito muito antigo. Durante o século 16 os eruditos copiavam os poemas e suas histórias favoritas, registravam fatos, desenhos, pensamentos, definições e discussões inacabadas. Criavam antologias pessoais de temas para serem lembrados e usados depois em discursos, escritos e conversas.
    Esses livros eram chamados de commonplace book, tradução do latim locus communis, que significa "um assunto ou discussão de aplicação geral". O exemplo mais antigo data de 1598, e alguns exemplares famosos pertencem a William Shakespear, Geoge Washington e Thomas Jefferson, entre 1616 e 1826.
    Mais tarde, os commonplace books passaram a ser usados também para inserir itens do cotidiano como receitas, previsões astrológicas, fórmulas de remédios, cartas, orações, provérbios e anedotas. As mulheres faziam artesanalmente os seus livros, usando folhas de papelão, papel de embrulho e papel decorado usado para forrar os armários e gavetas. Hattie Harlow, uma costureira de Boston no século 18, guardava neles amostras de pontos de tricô com as instruções.
    Em 1775, James Granger publicou o livro A História da Inglaterra, que continha algumas páginas adicionais em branco para que o leitor pudesse ilustrar. Esta idéia deu origem à publicação de outros livros no mesmo formato, que foram chamados de "grangerized". Esse livros-álbuns se transformaram em um hobby a partir de 1800: colar recortes, ilustrações e fazer desenhos entre as páginas dos livros.
    Durante o século 19, na Europa e nos Estados Unidos, havia o Álbum de Autógrafos, o Álbum da Amizade e o Álbum de Scraps.


    Álbuns de Scraps serviam para colecionar scraps, pequenos recortes e pedaços de papel. Esses scraps podiam ser de sobras dos papéis usados para embrulhar presentes e forrar guarda-louças e de papel de parede produzido na Holanda e Alemanha. Ou ainda de trade cards, que eram pequenos cartões, em geral coloridos e brilhantes, usados para promover lojas e produtos da época, como pianos, máquinas de costura, colonias, sabonetes e sapatos.
    Criar scrapbooks tornou-se uma atividade muito popular durante o século 19, especialmente entre as mulheres e as crianças. Os exemplares disponíveis desta época mostram que as pessoas faziam scrapbooks como um passatempo artístico e como uma forma de preservar cartas, fotografias e outros aspectos da história pessoal e familiar. Os álbuns também eram usados para ensinar as crianças como organizar e classificar as informações e para desenvolver o senso artistico. As capas que inicialmente eram feitas de papelão, algumas vezes encapadas com panos, foram ficando mais elaboradas contendo relevos, fechos e cadeados.
    Em 1835 a editora Hartford, de Connecticut, publicou por 2 anos uma série intitulada The Scrapbook que descrevia o hobby scrapbook como "criar um livro em branco no qual se podia gaurdar artigos de jornal e imagens para preservação".
  


    Embora o processo fotográfico tenha sido inventado no começo do século, até o final do século 19 não era muito comum colar as fotografias nas páginas. Em 1888 George Eastman lançou a câmera fotográfiica Kodak e em 1889 o rolo de filme, o que atraiu muitos fotógrafos amadores. Este fato acabou marcando o início de uma nova etapa na história do scrapbook, quando as fotos se tornam acessíveis para serem incorporadas às páginas dos álbuns.

    E ai? Gostaram do 1º capítulo? Interessante, né? Para você ver como o scrapbook é antigo!! E por aqui recém estamos começando a conhecer. E ainda temos muitos termos em inglês e é assim mesmo. Mas chegamos lá um dia. Eu, pelo menos, acredito e aposto nesta verdadeira febre que o scrap é hoje fora do país.
    Vamos juntas continuar a aprender sobre o scrapbook?

    Um beijo e até a próxima coluna.
    Karla

Um comentário:

  1. oie estou começando a fazer meu primeiro scrap para dar de presente rsrsrs estou amando isso é um mundo encantador adoro as materias do seu blog!! beijos

    ResponderExcluir

Muito obrigada por seu comentário!